jueves, 25 de mayo de 2023

PEDRO ALVAREZ DE SOTOMAYOR : DOCUMENTO ( AÑO 1482 ) (IV).

                                  1482, abril, 15, Viana  

D. João II escreve a João Fernandes da Silveira, que se encontrava em Castela, sobre os negócios com os Reis Católicos relativos ao conde de Caminha e à posse da fortaleza de Fornelos e da cidade de Tui. 

Carta d’el Rey Dom Joam segumdo ao barão que fale a el Rey de Castela sobre ho comde de Caminha 

Barão amiguo Nos el Rey vos emviamos muito saudar. Fazemos vos saber que depois de vosa partida destes reinos aalem das outras cousas que ao comde de Caminha foram e sam feitas em quebramtamento do capitulado lhe tomarão ora a sua fortaleza de Fornelos e mais lhe fizeram hum requerimemto que do dia que lhe foy feito a vimte dias prymeiros seguimtes fosse receber a sua cidade de Tuy que ora tem em terceria Dom Fernamdo da Cunha por mamdado dos reis, a qual cousa bem parece ser feita cautelosamemte e a fim de ao dito comde fazer algum mal em sua pesoa segumdo hee avisado pera perder a dita cidade porque sabem que elle não estaa em desposyção pera a poder receber nem ter porque esta aportilhada em tal maneira que elle a não poderaa guardar e que lha tomaram logo como quisessem. 

E pera isto crer ho dito Dom Fernamdo não hee obrigado de requerer o comde com ella senam de lha emtreguar quamdo ho elle requerer a tempo de vimte dias do dia que lho dito comde requerer e certo as tais formas sam escamdalosas a nos porque bem deve de parecer justo e rezão a el Rey e aa Raynha que nos ajamos d’amparar ho dito comde e requerer seus feitos e trabalhar por seu bem e que asy como nos muito prazeraa de serem bem aviados e despachados que asy receberemos descomtemtamnto do comtrairo lhe ser feito e porque nosso desejo hee que as cousas todas se fação per modo que se guarde ho que a nos hee devido per bem do capitulado e que asy não aja outras formas de negocear de que nos não devamos de ser comtemtes e que dem ocasião a per outra maneira remedearmos o dito comde

 Portamto nos escrevemos ora ao dito Rey e Rainha tocamdo lhe ho caso de Tuy e de Fornelos em custo remetemdo tudo a vosa cremça e o que lhes direis sobr’estas cousas e que da forma que com ho dito comde se tem somo[s] muy mal comtemtes porque omde esperavamos cada dia que [l]he mamdasem restituyr do que lhe foy tomado depois das pazes feitas aguora lhe tomavam a sua fortaleza de Fornelos que hee em quebramtamemto do capitulado e muito comtrairo ao que se fazer deve polo que a Nos toqua e a eles per  bem do que a sua fee pertemce e que porem lhe rogamos mui afectuosamemte que em todos seus feitos se de comcrusam com restituição segumdo obriguados sam e mais no caso de Tuy lhe direis que lhes praza mandar que esthehe como estaa na terceira athe as cousas dela a que a comdesa sua molher hee ida serem despachadas e de todo aver asi provisões e despachos que lhe são necesarios e que se não faça em elo outra algũa emvemçção ho que lhe muito agradeceremos. 

E nisto assisti quamto poderdes porque asy ho faça e se pervemtura os Reis se disto escusarem ho que nos não parece rezão nem creo que faram e não quiserem se não que ho dito comde receba a dita cidade de Tuy seja tal a comdição e asi vos dem escrituras firmadas e aseladas que a dita cidade não seja posto cerquo per nenhũas pessoas em maneira algũa e a leixem ter livre e desembarguadamemte ao dito comde e quamto ao caso do bispo que com elle comtemde elle quer estar a dereito peramte o papa ou peramte os do seu desembarguo e comselho da justiça e por qualquer detriminação que per dereito e justiça se no dito neguocio der porem vos emcomemdamos e mandamos que tamto que vos esta for dada loguo faleis a el Rey e aa Rainha ho que dito hee e ajaes sua reposta

 porque ho tempo corre do requerimento que lhe foy feito sobre a emtregua da dita cidade e esse loguo não ouvesemos recado certo do que lhe acerqua delo apraz amtretamto perder s’ya a cidade ou seraa necesario vemdo que a reposta se dilatava darmos lhe favor com que a recebesse e sostivese ho que queriamos escusar. E pera vos sobre isto solecitar e requerer emviamos a vos Fernão Lopez escudeiro de nosa casa pera nos trazer recado do que acerqua disto despachardes e pera sabermos a maneira que em ello se deve ter e portamto vos roguamos que com gramde deligemcia ho despacheis. 

                               Escrita em Viana a quimze d’abril de 1482.


                                               FUENTE

      A DIPLOMACIA DOS REIS DE PORTUGAL NO FINAL DA IDADE MEDIA 

                               (1433-1495 ) VOLUME II (pags. 167-168)

                               de  DIOGO FARIA


Nota: Agradecimientos a Diogo Faria por el permiso de la publicación de este documento.


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